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Resistência a inseticidas

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Pessoa no laboratório segurando uma garrafa de vidro.

O uso de inseticidas para matar mosquitos que propagam os vírus chikungunya, dengue e zika, é parte de um programa integrado de controle de mosquitos. Os inseticidas podem ser usados pelos profissionais e pelos moradores. Os inseticidas podem ser aplicados com as mãos (nebulizadores e pulverizadores para áreas internas e externas), por caminhão ou por pulverização aérea (aviões).

Com o tempo e o uso frequente, os mosquitos podem desenvolver resistência a inseticidas. A resistência a inseticidas é uma diminuição geral na capacidade de um inseticida de matar mosquitos. Isso significa que, quando usado conforme as orientações, o produto não funciona ou funciona apenas parcialmente. A resistência a inseticida pode ser para um produto específico ou pode ser para certas classes de produto.

A fim de retardar ou prevenir o desenvolvimento de resistência a inseticidas em populações de vetores, programas de controle integrado de vetores devem incluir uma componente de gestão de resistência (Florida Coordinating Council on Mosquito Control 1998). Idealmente, isso deve incluir o monitoramento anual do nível de resistência nas populações-alvo para:

  • Fornecer dados de referência para planejamento do programa e seleção de inseticidas antes de iniciar o controle de operações.
  • Detectar resistência em um estágio inicial para que gestão tempestiva seja implementada.
  • Monitorar continuamente o efeito de estratégias de controle sobre a resistência a inseticidas.

Como a resistência a inseticida é medida

O monitoramento da resistência na população de vetores é essencial e útil para determinar as possíveis causas de falhas de controle, se ocorrerem. CDC desenvolveu um ensaio para determinar se um ingrediente ativo de um determinado inseticida é capaz de matar mosquito vetores. A técnica, conhecida como bioensaio com frasco do CDC, é simples, rápida e econômica, se comparada às alternativas. Os resultados podem ajudar a orientar a escolha do inseticida utilizado para a pulverização.

Como funciona o bioensaio com frasco

  • Um frasco é revestido com uma certa quantidade de inseticida (dose de diagnóstico). Em seguida, os mosquitos são colocados no frasco e observados por 2 horas.
  • A resistência é determinada pelo percentual de mosquitos que morrem (taxa de mortalidade) no tempo-limite pré-determinado durante aquelas 2 horas. O teste deve ser realizado por todo o período de 2 horas, a menos que todos os mosquitos tenham morrido em menos de 2 horas.

Tempos-limite e quantidades do bioensaio com frascos

O CDC determinou os tempos-limite e doses diagnósticas para o bioensaio com frascos para várias espécies de mosquitos. Utilizando as dosagens diagnósticas para frascos sugeridas, são fornecidos abaixo os tempos-limite para várias colônias suspeitas. O laboratório de entomologia do CDC utiliza esses tempos-limites e quantidades nos seus bioensaios. As concentrações e os tempos de corte podem ser utilizados como ponto de partida para determinar as doses diagnósticas e os tempos-limite para outras espécies, se houver colônias ou populações susceptíveis disponíveis. Uma vez desenvolvido, o teste pode ser usado rotineiramente para avaliações de resistência a inseticidas.

Produtos químicos Concentração final/µg no frasco/frasco Colônia REX de Ae. aegypti Colônia LC de Ae. albopictus Colônia de Cx. molestus Colônia NY/Chicago de Cx. pipiens Colônia BFS/KNWR de Cx. tarsalis Colônia SEABRING de Cx. quinque
100% de mortalidade esperada (minutos)
Clorpirifós 20 45 45 45 90 60 45
Deltametrina 0.75 30 30 120+ 45 A definir 60
Etofenproxi 12.5 15 30 105 15 60 30
Fenthion 800 A definir A definir 30 75 45 45
Malation 50 30 30        
Malation 400 15 30 30 45 45 45
Naled 2.25 30 30 30 45 45 45
Permetrina 15 15 15        
Permetrina 43 10 10 30 30 30 30
Praletrina 0.05 120+ 120+ 120+ 60 120+ 60
Piretro 15 15 30 120+ 45 30 45
Resmetrina 30 5 10 30 15 10 30
Sumitrina 20 10 45 120 30 30 45
As informações sobre Aedes aegypti, Ae. albopictus, e quatro mosquitos da espécie Culex são fornecidas em relação a regiões onde essas espécies podem estar circulando simultaneamente. Os mosquitos da espécie Culex são importantes vetores de outros arbovírus como o vírus do Nilo Ocidental, o vírus da encefalite de São Luís e o vírus da encefalite equina ocidental, que são endêmicos nos Estados Unidos.
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