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Desinsetização

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Declaração técnica sobre o papel da desinsetização de aviões ou navios no contexto dos surtos de zika, 2016

Pontos principais

  • O CDC não recomenda o uso de inseticidas (desinsetização) no interior de aeronaves comerciais de passageiros ou em navios para prevenir a disseminação do zika vírus.
  • Uma pessoa infectada é a fonte mais comum para importação de vírus transmitidos por mosquitos, com ciclo de transmissão humano-mosquito-humano.1
  • As intervenções da saúde pública para viajantes devem focar a prevenção de picadas de mosquito em áreas com surto de zika vírus e ao retornar dessas áreas (por 3 semanas após o retorno).
  • Esforços regulares estabelecidos para controlar ou eliminar mosquitos nos aeroportos, portos e arredores devem ser seguidos.

Uso da desinsetização em aeronaves para controlar a disseminação do zika vírus

  • A Organização Mundial de Saúde (OMS) convocou um grupo de consultores em desinsetização de aeronaves em Genebra, durante o mês de abril de 2016, para discutir o papel da desinsetização na disseminação do zika vírus. No contexto do zika vírus, a OMS declarou que: "A eficiência da desinsetização foi considerada baixa na prevenção da importação do patógeno, pois o risco de importação por mosquitos vetores é baixo quando em comparação aos viajantes infectados". Entretanto, a OMS continua a reconhecer a eventual função da desinsetização em determinadas circunstâncias e orienta os países a proceder à avaliação de risco antes de definir exigências. Portanto, é possível que cada país individualmente possa requerer desinsetização de aeronaves provenientes de países com surtos de zika.2
  • Entende-se que a probabilidade de haver mosquitos em uma aeronave é baixa (e talvez ainda menor para mosquitos infectados).3
  • Considerando o uso do ar-condicionado e o período relativamente breve à exposição potencial, o risco de que os passageiros sejam infectados a bordo da aeronave pela picada do mosquito é considerado mais baixo do que o risco da picada por um mosquito infectado enquanto estiverem nas áreas afetadas.
  • Não há evidências que demonstrem que o uso de inseticida para matar mosquitos nas cabines das aeronaves seja eficaz na prevenção da introdução e disseminação de doenças provocadas por mosquitos.
  • Em razão da falta de eficiência, as desvantagens a serem consideradas incluem possíveis efeitos de saúde adversos (inclusive reações alérgicas) entre membros da tripulação ou passageiros, danos aos materiais da aeronave e objeções dos passageiros e membros da tripulação.4, 5 A questão do surgimento de resistência a inseticidas entre espécies de mosquitos é outro fator a ser ponderado ao considerar a desinsetização.6
  • Atualmente, não há produtos aprovados pela Agência de Proteção Ambiental para desinsetização interna da cabine de uma aeronave ocupada.7

Uso da desinsetização em navios para controlar a disseminação do zika vírus

  • A inspeção e desintesetização de contêineres de carga são mecanismos complicados e ineficazes para prevenir a importação dos mosquitos Aedes aegypti ou Aedes albopictus, ou do zika vírus.8
  • A forma mais comum de os mosquitos das espécies Aedes aegypti ou Aedes albopictus viajarem longas distâncias é em ovos não eclodidos. A desinsetização com inseticidas convencionais não matará os ovos, que são resistentes a inseticidas.
  • Os contêineres de carga são descarregados rapidamente dos navios e podem não ser abertos no porto, mas em outros lugares.
  • Esses fatores diminuem a eficácia da desinsetização e em muitos casos podem torná-la inviável.
  • Operadores de navios, portos marítimos e importadores devem colaborar para eliminar as fontes de água parada, que são locais onde os mosquitos podem botar ovos, como parte das operações de rotina, mas isso não deve ser considerado uma contramedida significativa para prevenir a disseminação do zika vírus.

Embora o CDC tenha autoridade para requerer a desinsetização nos termos das seções 70 e 71 do título 42 do Código de Regulamentações Federais, no momento, a desinsetização não é exigida para aeronaves e navios que chegam aos portos de entrada dos EUA.9 Para obter mais informações, consulte as Perguntas e respostas sobre a desinsetização e o zika para o setor de navegação e seus parceiros e Perguntas e respostas sobre o zika para o setor de aviação e seus parceiros.

A forma mais comum do zika vírus entrar em um país é por meio de pessoas

  • A forma mais comum do zika vírus entrar em um país é pela introdução do vírus na população de mosquitos local por meio de um viajante infectado.
  • Vírus transmitidos por mosquitos, como dengue, chikungunya e zika, se alastram internacionalmente principalmente por meio de pessoas infectadas. Isso pode ocorrer quando uma pessoa infectada visita outro país e é picada por mosquitos não infectados que, então, tornam-se infectados. A população de mosquitos recentemente infectados pode, a partir de então, disseminar o vírus.
  • As espécies de mosquito que podem transmitir o zika vírus (Aedes aegypti e Aedes albopictus) são encontradas em diversas regiões dos Estados Unidos, portanto, pessoas infectadas que chegam ao país podem ser picadas por mosquitos em suas casas ou em áreas residenciais, o que poderia provocar disseminação local.
  • Por esses motivos, as áreas de localização dos mosquitos ou onde o zika vírus está se disseminando devem concentrar-se no controle local do mosquito e outros esforços de prevenção, como orientar viajantes que retornam ao local a adotarem medidas para prevenir picadas de mosquito.

Sumário

O CDC não recomenda a desinsetização no interior de aeronaves comerciais de passageiros ou em navios como abordagem eficaz para controlar a movimentação do zika vírus em longas distâncias, como de um país para outro. O CDC recomenda que outras intervenções de saúde pública sejam o foco primário para prevenir a transmissão local do zika vírus.

Referências

  1. SM Ostroff. O papel do viajante na translocação de doenças. Informações de saúde do CDC para viagem internacional, Yellow Book 2016.
  2. Grupo consultivo ad-hoc da OMS sobre desinsetização de aeronaves para controle da disseminação internacional de doenças transmitidas por vetores, Genebra, Suíça, 21 a 22 de abril de 2016.
  3. L Mier-y-Teran-Romero, AJ Tatem e MA Johansson. Introdução de doenças transmitidas por mosquitos em localidades não endêmicas: viajantes infectados versus mosquitos. Conferência internacional sobre doenças infecciosas emergentes [PDF - 300 páginas]. Agosto de 2015. Atlanta, Georgia, p. 261.
  4. CDC NIOSH. Segurança e saúde da tripulação. Pesticidas - O que você precisa saber.
  5. Grupo consultivo para pesquisa e desenvolvimento aeroespacial. Desinsetização de aeronaves: um guia para companhias aéreas civis e militares. 1996.
  6. N Liu. Resistência ao inseticida em mosquitos: impacto, mecanismos e rumos de pesquisa. Revisão anual de entomologia. Vol. 60: 537-559 (data de publicação do volume: janeiro de 2015) DOI: 10.1146/annurev-ento-010814-020828
  7. EPA PRN 96-3: Produtos pesticidas usados na desinsetização de aeronaves. 1996.
  8. LEI SHIPSAN DA UE. Orientações provisórias sobre transporte marítimo e o zika vírus. [PDF – 20 páginas] 2016.
  9. Código de Regulamentações Federais; Título 42, Saúde Pública; partes 70 e 71.

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