Vá diretamente para a pesquisa Vá diretamente para a lista de A a Z Vá diretamente para a navegação Vá diretamente para as opções de página Vá diretamente para o conteúdo do site

Segurança de laboratórios ao trabalhar com o zika vírus

Este site é atualizado com frequência, no entanto, alguns conteúdos podem ser exibidos em inglês até que sejam traduzidos.

Introdução

O zika vírus é membro da família Flaviviridae e do gênero Flavivírus (que inclui o vírus da febre amarela, o vírus do Nilo Ocidental, o vírus da encefalite japonesa e o vírus da dengue). É um vírus icosaedral com envelope com genoma RNA senso positivo, de filamento simples, não segmentado.  A infecção de seres humanos pelo zika vírus geralmente resulta em doença leve com sintomas que duram de vários dias a uma semana. Embora a maioria das infecções seja assintomática, os sintomas comuns da infecção pelo zika vírus incluem erupção cutânea, dor articular, conjuntivite e febre. Doença grave que requer hospitalização é incomum, e mortes são raras.

O zika vírus é transmitido aos seres humanos principalmente pela picada de um mosquito da espécie Aedes infectado. Evidências sugerem que a transmissão também pode ocorrer da mãe para o filho no útero, por contato sexual ou por transfusão de sangue. Atualizações sobre a transmissão do zika vírus podem ser encontradas no site do zika vírus do CDC.

Transporte e manuseio de amostras para diagnóstico

  • Transporte
    • Culturas de zika vírus e amostras coletadas de indivíduos para estudos do zika vírus podem ser transferidas dentro dos EUA como substâncias biológicas categoria B, de acordo com os regulamentos para materiais perigosos do Departamento de Transportes (49 CFR Parte 171-180).  As orientações para embalagem de amostras de acordo com os requisitos de substâncias biológicas categoria B podem ser encontradas na publicação CDC/NIH Biosafety in Microbiological and Biomedical Laboratories, 5a edição (BMBL5).  Informações adicionais sobre os regulamentos para transporte de materiais perigosos do Departamento de Transportes.
  • Importação
    • Licença de importação do CDC.  É necessária uma licença de importação do CDC para importar zika vírus e amostras para teste de zika vírus para os Estados Unidos. Os regulamentos para licença de importação do CDC são encontrados no 42CFR Parte 71.54, além de informações sobre a obtenção de uma licença de importação do CDC.
    • Licença do USDA.  É necessária uma licença do USDA para a importação de artrópodes (infectados ou não) que poderiam servir como vetores para a transmissão do zika vírus, e pode ser necessária para importação e subsequente transferência de outros materiais que contenham o zika vírus. As orientações quanto aos requisitos para licenças do USDA para amostras associadas ao zika vírus estão disponíveis via internet; via e-mail no endereço OV@aphis.usda.gov; pelo telefone 301-851-3300, opção 3; e pelo FAX 301-734-3652.
  • Manuseio de amostras para diagnóstico.  As amostras de indivíduos com suspeita de terem sido infectados pelo zika vírus devem ser manuseadas de acordo com a Norma de Precauções Padrão do Healthcare Infection Control Practices Advisory Committee. Essas precauções incluem o uso de luvas, uma bata ou jaleco de laboratório e proteção para os olhos ao manusear essas amostras. Em geral, as precauções de biossegurança de nível 2, conforme descrito no manual CDC/NIH Biosafety in Microbiological and Biomedical Laboratories, 5a edição (BMBL5), são adequadas para o manuseio dessas amostras.

    Os laboratórios devem efetuar uma avaliação de riscos para determinar se há alguns procedimentos ou amostras que podem exigir níveis mais altos de confinamento biológico. Procedimentos com potencial de gerar aerossol, por exemplo, devem ser realizados em um armário de segurança biológica.  As amostras para as quais o vírus chikungunya também é uma preocupação, já que é sabido que o vírus produz altos níveis de viremia, também podem requerer altos níveis de confinamento biológico. Orientação para procedimentos com amostras de cultura/soro com suspeita de ter ou conter vírus chikungunya Inglês [PDF – 6 páginas] | Espanhol [PDF – 6 páginas] | Português [PDF – 6 páginas].

Trabalhar com o zika vírus no laboratório

  • Procedimentos gerais de laboratório.  As preparações do zika vírus podem ser feitas de acordo com as precauções de biossegurança nível 2, conforme descrito no BMBL5. Os laboratórios devem efetuar uma avaliação de riscos para determinar se há alguns procedimentos ou amostras que podem exigir níveis mais altos de confinamento biológico (ex.: uso de um armário de biossegurança para atividades com potencial de gerar aerossol ou suspeita de que a amostra possa conter um patógeno que requer precauções BSL3).  Os testes que envolvem ácidos nucléicos recombinantes ou sintéticos do zika vírus devem ser realizados de acordo com as Diretrizes do NIH para pesquisas que envolvem moléculas de ácidos nucléicos recombinantes ou sintéticos.
  • Estudos que envolvem animais vertebrados.  Os estudos em animais que envolvem o zika vírus podem ser realizados de acordo com as precauções de biossegurança de animais nível 2, conforme descrito no BMBL5 do CDC/NIH. Deve-se realizar uma avaliação de riscos para determinar se há alguns procedimentos que podem exigir níveis mais altos de confinamento biológico, como aqueles que podem gerar aerossóis.
  • Estudos que envolvem artrópodes infectados.  Em áreas nas quais o zika vírus não foi estabelecido na população de mosquitos, para reduzir o risco de estabelecimento ambiental, deve-se usar contenção de artrópodes de nível 3 (ACL-3) para todo trabalho com artrópodes vivos infectados. Em áreas nas quais o zika vírus está estabelecido na população de mosquitos residente, recomenda-se que seja usado o ACL-2 para todo trabalho com artrópodes vivos infectados. Informações sobre os níveis de contenção de artrópodes do Comitê Americano para Entomologia Médica.

Problemas de saúde ocupacional relacionados com as tarefas que envolvem o zika vírus

  • Associação com anomalias congênitas. Até que a associação entre a infecção pelo zika vírus e as anomalias congênitas, inclusive microcefalia, seja melhor entendida, a gravidez deve ser considerada um fator significativo na avaliação de riscos para indivíduos que trabalham com o zika vírus, e o envolvimento de mulheres grávidas em estudos com o zika vírus deve ser minimizado.  Trabalhadores cujas parceiras estejam grávidas ou estejam considerando engravidar devem estar cientes do risco associado à transmissão sexual do zika vírus. Informações relacionadas à transmissão do zika vírus.
  • Associação à síndrome de Guillain-Barré. A síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma doença pouco comum que envolve o sistema nervoso e faz com que o próprio sistema imunológico de uma pessoa danifique as células nervosas, causando fraqueza muscular e, às vezes, paralisia. O Ministério da Saúde do Brasil relata um aumento do número de pessoas que foram infectadas com o zika vírus que também têm SGB. O CDC está trabalhando com o Brasil para estudar a possibilidade de uma ligação entre o zika vírus e a SGB. Mais informações sobre o zika vírus e a SGB.
Início