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Teste e diagnóstico


Avaliação da necessidade de testes

Todas as mulheres gravidas nos estados dos EUA, no Distrito de Colúmbia e nos territórios devem passar por triagem [PDF – 250 KB] em busca de possível exposição e sintomas do zika vírus em cada consulta pré-natal. Possível exposição ao zika vírus que pode justificar testes inclui:

  • Viagem recente ou residência em uma área com risco de zika (durante a gravidez ou período periconcepcional [6 semanas antes do último período menstrual ou 8 semanas antes da gravidez]), ou
  • Sexo (sexo vaginal, anal ou oral) ou compartilhamento de brinquedos sexuais sem preservativo durante a gravidez com uma pessoa que viajou ou vive em uma área com risco de zika.

Além disso, agora que não se considera o zika como recentemente introduzido nas Américas, os profissionais de saúde devem perguntar aos pacientes sobre a exposição potencial ao zika antes da gravidez atual para ajudar a orientar decisões sobre testes e interpretação dos resultados dos testes.

Teste do zika vírus

O teste do zika vírus é realizado no CDC, em vários departamentos de saúde estaduais, locais e territoriais, e em alguns laboratórios comerciais. Diversos testes estão disponíveis para ajudar a determinar se uma pessoa está infectada pelo zika vírus. Os profissionais de saúde devem entrar em contato com seus departamentos de saúde estadual ou municipal para facilitar os testes. Consulte a página da web "Teste do zika vírus" para obter informações sobre como enviar amostras para o teste do zika.

A evidência laboratorial de uma infecção pelo zika vírus recente e confirmada inclui:

  1. Detecção do zika vírus ou RNA ou antígeno do zika vírus em qualquer amostra de fluido ou tecido corporal ou
  2. Teste positivo ou duvidoso de IgM do zika vírus ou vírus da dengue no soro com uma concentração positiva para zika vírus (≥10) do teste de neutralização por redução de placas (PRNT) juntamente com uma concentração negativa do PRNT (isto é, <10) para vírus da dengue. A interpretação dos resultados sorológicos foi descrita e publicada em um artigo do MMWR.

Quando fazer o teste

Se o(a) paciente... Recomendação para realização do teste
Foi exposto ao zika E tem sintomas de infecção pelo zika vírus, ou tem histórico ou teve sintomas em qualquer período da gravidez Ela deve fazer o teste para zika o mais rápido possível.
  • Testes de ácido nucleico (NAT) para RNA e teste de IgM do zika vírus simultâneos são recomendados o mais rápido possível ou nas 12 semanas após o início dos sintomas.
Vive ou viaja com frequência para uma área com risco de zika mas não apresenta sintomas de infecção pelo zika vírus Deve fazer o teste três vezes durante a gravidez, usando o teste de NAT para RNA.
Viajou ou teve relações sexuais sem preservativo com um parceiro que viveu ou viajou para uma área com risco de zika mas não apresenta sintomas de infecção pelo zika vírus O teste não é rotineiramente recomendado. Deve-se considerar a realização do teste usando-se um modelo de tomada de decisão compartilhado que inclua aconselhamento pré-teste, avaliação de risco individualizada, julgamento clínico, preferências do paciente e recomendações da jurisdição.
Foi exposto ao zika E apresentou defeitos congênitos potencialmente associados ao zika detectados em um exame de ultrassom pré-natal Recomenda-se realizar simultaneamente os testes de NAT para RNA e IgM do zika vírus. Se a amniocentese estiver sendo feita para atendimento clínico, os profissionais de saúde também devem testar o líquido amniótico para material genético do zika. O teste de tecidos placentários e fetais também pode ser considerado, se os resultados do teste materno do zika vírus não forem definitivos.

Teste de gestantes sintomáticas

Mulheres grávidas que reportam sinais ou sintomas consistentes com a doença causada pelo zika vírus (febre de início súbito, erupção cutânea, artralgia, conjuntivite) devem ser testadas para infecção pelo zika vírus. Para as gestantes sintomáticas que vivem ou viajaram para uma área com risco de zika ou fizeram sexo sem preservativo com um parceiro que morava ou viajou para uma área com risco de zika, recomendam-se testes simultâneos de soro e urina NAT para RNA e teste IgM do zika vírus do soro o mais rápido possível até 12 semanas após o início dos sintomas.

  • Um resultado positivo de NAT para RNA no soro e urina, independentemente dos resultados de IgM, deve ser interpretado como infecção materna aguda pelo zika vírus.
  • Um resultado positivo de NAT para RNA no soro ou urina, em conjunto com um teste IgM positivo para zika, deve ser interpretado como evidência de infecção aguda pelo zika vírus.
  • Um resultado negativo de NAT para RNA em conjunto com um resultado não negativo do teste de IgM para zika vírus deve ser seguido pelo teste de neutralização por redução de placas (PRNT). Consulte a interpretação do laboratório [PDF – 3 páginas] na ausência do teste PRNT.

Teste de gestantes assintomáticas

Mulheres grávidas que não apresentam sintomas com possível exposição contínua ao zika vírus/strong1> (isto é, residência ou viagens frequentes para uma área com risco de zika) devem fazer o teste NAT para RNA três vezes durante a gravidez. Embora não haja maneira de determinar o período do teste de mulheres grávidas assintomáticas com apenas testes NAT, os testes no início do atendimento pré-natal com dois testes adicionais realizados durante a gravidez, coincidindo com as consultas pré-natais, devem ser considerados. Para este grupo, o teste de anticorpos IgM para zika vírus não é mais uma recomendação de rotina, devido à evidência emergente sobre a persistência de anticorpos IgM do zika, o que pode dificultar aos profissionais de saúde usar esses resultados para determinar se uma infecção ocorreu durante a gravidez atual em vez de antes da concepção.

Mulheres grávidas assintomáticas com possível exposição recente ao zika, mas sem exposição contínua, não devem mais realizar o teste de rotina. Deve-se considerar a realização do teste usando-se um modelo de tomada de decisão compartilhado que inclua aconselhamento pré-teste, avaliação de risco individualizada, julgamento clínico, preferências do paciente e recomendações da jurisdição. Se o teste for realizado, testes equivalentes NAT e IgM simultâneos devem ser usados como recomendado para testar mulheres gravidas sintomáticas; no entanto, os períodos de teste devem ser calculados com base na última exposição possível ao zika. Ao decidir se devem ou não aconselhar o teste, os profissionais de saúde devem considerar fatores como tempo de exposição, tipo e localização da exposição, bem como sintomas potenciais, medidas de proteção, preferências e preocupações e recomendações de jurisdição.

Teste de mulheres grávidas ou após o parto com possível exposição ao zika vírus e cujo feto apresente constatações em ultrassom pré-natal ou um bebê com constatações em exame físico compatíveis com defeitos congênitos possivelmente associados ao zika vírus.

Para as mulheres grávidas expostas ao zika, cujo feto tem defeitos congênitos potencialmente associados ao zika detectados por ultrassom ou cujo bebê tem constatações de exames físicos compatíveis com defeitos congênitos possivelmente associados ao zika vírus, recomendam-se testes simultâneos de soro e urina por NAT para RNA e teste de IgM do zika vírus, seguindo os algoritmos para gestantes sintomáticas. Se a amniocentese for realizada como parte do atendimento clínico, os profissionais de saúde devem considerar o teste NAT para RNA de amostras de amniocentese, e os resultados devem ser interpretados no contexto das limitações do teste de líquido amniótico. Não se sabe o grau de sensibilidade ou especificidade do teste NAT para RNA do líquido amniótico para infecção congênita pelo zika vírus nem a proporção de bebês nascidos após terem sido infectados que apresentarão anormalidades.

Teste de parceiros de gestantes

O CDC recomenda o teste do zika vírus para qualquer pessoa que não esteja grávida, que tenha sido exposta ao zika e que também apresente sintomas de zika, inclusive parceiros sexuais de gestantes. Consulte a página da CDC sobre recomendações de teste para pessoas não grávidas.

Os testes não determinam a probabilidade de uma pessoa transmitir o zika vírus pela relação sexual. Como o zika vírus pode permanecer em alguns fluidos (por ex., o sêmen) por mais tempo do que no sangue, uma pessoa pode ter um teste de sangue negativo, mas ainda ter zika em suas secreções genitais.

Além disso, pode ocorrer excreção intermitente no sêmen com outros vírus, e o padrão de excreção do zika vírus no sêmen é desconhecido. Além disso, a detecção do RNA do zika vírus no sêmen pode não indicar a presença de vírus infeccioso no sêmen. O teste de sêmen e fluidos vaginais para o zika vírus não está disponível atualmente fora do ambiente de pesquisa. Estudos estão sendo realizados para entender melhor o desempenho desses testes, a persistência do zika vírus nesses fluidos e como interpretar melhor os resultados.

Informações sobre testes

Para mais informações sobre o teste de diagnóstico do zika, consulte Teste de zika.

Amostras

Os ensaios de sorologia e NAT para RNA do zika vírus podem ser feitos em soro materno. O NAT para RNA do zika vírus também pode ser feito no sangue total materno, líquido amniótico, plasma e urina. Outros testes que podem ser realizados incluem: 1) exame histopatológico e coloração imunoistoquímica da placenta e do cordão umbilical e 2) teste do zika vírus de tecido placentário ou umbilical congelado. Por uma série de razões, o uso de sangue do cordão umbilical para diagnosticar a infecção pelo zika vírus não é recomendado. É importante trabalhar em estreita colaboração com o departamento de saúde estadual ou municipal competente para garantir que o teste adequado seja solicitado e corretamente interpretado.

Desafios de teste

O teste NAT para RNA pode não demonstrar o RNA do zika vírus em uma mulher com infecção pelo zika vírus se o período de viremia tiver passado. Testes de IgM podem ser realizados; entretanto, a reação cruzada com flavivírus relacionados (ex. vírus da dengue e da febre amarela) é comum. Testes de neutralização por redução de placas (PRNT) podem ser realizados para medir anticorpos neutralizadores específicos do zika vírus, mas anticorpos neutralizadores ainda podem produzir resultados de reação cruzada em pessoas que foram infectadas anteriormente por outro flavivírus, como a dengue, ou que tenham sido vacinadas contra febre amarela ou encefalite japonesa.

Novos dados sugerem que, de forma semelhante a algumas outras infecções por flavivírus, os anticorpos IgM do zika vírus podem permanecer no organismo por meses após a infecção, tornando difícil a utilização de testes IgM do zika vírus para determinar se as mulheres podem ter sido infectadas antes ou depois de engravidar. Os testes de IgM também são suscetíveis a falsos positivos e reatividade cruzada com outros flavivírus, especialmente quando um indivíduo foi vacinado contra ou anteriormente infectado com um flavivírus relacionado. Além disso, à medida que a prevalência da doença do zika vírus diminui, a menor prevalência aumenta a probabilidade de que resultados de testes positivos sejam falso-positivos. Esta nova informação é particularmente relevante para as mulheres grávidas que vivem ou viajam com frequência para áreas com risco de zika.

Solicitações de teste

Cada cenário clínico é único, e os profissionais de saúde devem considerar todas as informações disponíveis ao pedirem um teste de infecção pelo zika vírus, inclusive o histórico de viagens do paciente ou a possível exposição por meio de contato sexual, o histórico de infecção por flavivírus, o histórico de vacinação, resultados de ultrassonografias e a presença de sintomas.

Todas as solicitações de testes laboratoriais e os resultados de relatórios para mulheres grávidas devem indicar claramente a gravidez. Isso facilitará a priorização dos testes, a determinação de gravidezes afetadas pelo zika e a interpretação consistente dos resultados laboratoriais.

Os profissionais de saúde devem trabalhar em conjunto com o departamento de saúde estadual, local ou territorial para assegurar que o teste adequado seja pedido e interpretado corretamente. Além disso, o CDC mantém um serviço de consulta sobre o zika 24x7 para os profissionais de saúde que prestam cuidados às mulheres grávidas. Para contatar o serviço, ligue para 770-488-7100 e peça para falar com a linha direta de gravidez com zika. Se preferir, envie um e-mail para ZIKAMCH@cdc.gov.

Recursos clínicos

Orientação provisória atualizada para gravidez

Algoritmos de testes do zika para gestantes sintomáticas


Algoritmos de testes do zika para gestantes assintomáticas


Ferramenta de triagem do zika na gravidez


Tabela de interpretação de resultado de teste de zika

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