Vá diretamente para a pesquisa Vá diretamente para a lista de A a Z Vá diretamente para a navegação Vá diretamente para as opções de página Vá diretamente para o conteúdo do site

Orientação provisória para a gestão de exposições ocupacionais ao zika vírus para profissionais de saúde

Este site é atualizado com frequência, no entanto, alguns conteúdos podem ser exibidos em inglês até que sejam traduzidos.

Introdução

O zika é transmitido principalmente pela picada de um mosquito infectado da espécie Aedes. A transmissão sexual e maternal-fetal também foram bem descritas. A transmissão por transfusão de componentes sanguíneos foi reportada no Brasil, mas até o momento, a transmissão do zika vírus via transfusão de sangue não foi reportada nos Estados Unidos. Atualmente não existe nenhuma evidência clínica de que o zika vírus seja transmitido através do ar.

Em junho de 2016, foi feito um relatório sobre a possível transmissão do zika vírus de uma pessoa infectada para um membro da família nos Estados Unidos; o exato mecanismo de transmissão e se a transmissão ocorreu em casa ou em um ambiente de cuidados de saúde não são claros. Não houve relatos de transmissão do zika vírus de pacientes infectados para profissionais de saúde (HCP) ou para outros pacientes em ambientes de cuidados de saúde. No entanto, ocorreu transmissão relacionada com a exposição ocupacional ao zika vírus em funcionários de laboratório, incluindo um em 2016 em que um funcionário de laboratório contraiu a infecção devido a um lesão causada por agulha.

Para evitar infecções contraídas por atividade ocupacional e reduzir a possibilidade de propagação de doenças infecciosas, inclusive o zika vírus, em ambientes de cuidados de saúde, os HCP devem adotar às Precauções Padrão para todas as atividades de cuidados com o paciente (Orientações de 2007 para precauções no isolamento: prevenção da transmissão de agentes infecciosos em instalações médicas [PDF – 226 páginas]). Os empregadores devem atender ao padrão de patógenos transmitidos pelo sangue da Administração de Segurança e Saúde Ocupacional (29 CFR 1910.1030), ou padrões similares de plano estadual da OSHA, sempre que os funcionários tenham exposição ocupacional a sangue, fluidos corporais ou outros materiais potencialmente infecciosos. Se o HCP tiver exposição ocupacional (ver 3. Definição de exposição ocupacional) ao tratar doentes com infecção conhecida ou suspeita de zika, devem seguir procedimentos do local/empregador, incluindo avaliação de saúde ocupacional para exposição potencial a doenças infecciosas (incluindo patógenos transmitidos pelo sangue, como HIV, vírus da hepatite B e vírus da hepatite C), além da avaliação de exposição potencial ao zika vírus.

Este documento fornece orientação às unidades para determinar quando os HCP devem fazer o teste para determinar infecção pelo zika vírus após uma exposição ocupacional e recomendações para a gestão pós-exposição. Este documento não aborda todos os cuidados de saúde ocupacionais que podem ser exigidos ou a necessária avaliação ou acompanhamento de exposições ocupacionais a outras doenças infecciosas (por exemplo, patógenos transmitidos pelo sangue). Esta orientação não se destina a pesquisadores de laboratório ou pessoal de pesquisa de laboratório. As recomendações neste documento serão atualizadas à medida que novas informações estiverem disponíveis.

Definição de profissionais de saúde

HCPs são definidos como todas as pessoas remuneradas ou não que trabalham em ambientes de cuidados de saúde que têm potencial exposição a materiais infecciosos, inclusive sangue e fluidos corporais, suprimentos e equipamentos médicos contaminados ou superfícies ambientais contaminadas. HCPs incluem, entre outros, pessoal de serviços médicos de emergência, dentistas e técnicos dentários, pessoal de laboratório clínico com contato com o paciente, pessoal de autópsia, pessoal de serviços ambientais, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, médicos, assistentes médicos, técnicos flebotomistas, terapeutas, farmacêuticos, estudantes e trainees, pessoal terceirizado não empregado da unidade de cuidados de saúde e pessoal não diretamente envolvido no cuidado do paciente, mas potencialmente exposto a sangue e fluidos corporais (por exemplo, funcionários clericais, nutricionistas, de segurança e de manutenção que trabalham em ambiente clínico ou que lidam potencialmente com materiais clínicos).

Definição de exposição ocupacional

Uma exposição ocupacional que possa colocar os HCPs em risco de infecção pelo zika vírus é definida como uma lesão percutânea (por exemplo, agulha ou corte por objeto pontiagudo) ou contato direto da mucosa ou da pele não intacta (por exemplo, pele arranhada, cortada ou que tem dermatite ativa) com sangue, tecido ou outros fluidos corporais potencialmente infecciosos. O conhecimento sobre a presença do zika vírus e do ácido ribonucleico (RNA) no sangue ou fluidos corporais continua a crescer; na data desta publicação, o zika vírus já havia sido detectado por cultura viral em vários fluidos corporais diferentes, inclusive sangue,1-3 urina,4-6 líquido amniótico,7 coleta de material de conjuntivite,8 leite materno,9 sêmen,10-14 secreções vaginais,15 e saliva.6,16 O RNA do zika vírus, que pode não representar vírus infeccioso, também foi detectado por reação em cadeia da polimerase via transcriptase reversa (RT-PCR) no líquido cefalorraquidiano,17-20 humor aquosos,21 muco cervical22 e nasofaringel4,23 e coletas de material endocervical.18,22

Avaliação e gestão de HCPs com possível exposição ocupacional ao zika vírus

Gestão inicial

Se ocorrer uma possível exposição ocupacional, os HCP expostos devem seguir os procedimentos de exposição estabelecidos no local de trabalho, incluindo:

  • Lavar imediatamente feridas e locais da pele que foram expostos a sangue ou fluidos corporais com água e sabão e lavar imediatamente membranas mucosas com água limpa abundante.
  • Notificar imediatamente a exposição ao departamento e indivíduo apropriados (por exemplo, clínica de saúde ocupacional, supervisor).

Avaliação do incidente de exposição e determinação da necessidade de teste do zika vírus

  1. Determine a natureza do incidente de exposição, incluindo o tipo de fluido(s) corporal(is) a que os HCPs foram expostos, a via de exposição e qual parte do corpo dos HCP foi exposta.
  2. Se for determinado que ocorreu uma exposição ocupacional (ver 3. Definição de exposição ocupacional), avalie se o paciente de origem teve uma possível exposição ao zika vírus. A possível exposição ao zika vírus é definida como viajar ou viver em uma área com risco de transmissão do zika ou sexo sem preservativo com um parceiro que viveu ou viajou para uma área com risco de infecção pelo zika vírus. O timing da potencial infecciosidade do parceiro sexual do paciente de origem é definido em outra orientação do CDC.
  3. Determine se a exposição ocupacional do HCP ocorreu dentro do período de risco para transmissão. Com base nos dados disponíveis limitados, um intervalo de 8 semanas entre a exposição ao zika vírus do paciente de origem (por viagem ou fatores de risco sexual) e a exposição ocupacional de HCPs a fluidos corporais (com exceção do sêmen)§ fornece uma estimativa razoável do período de risco de transmissão ocupacional provável.
  4. Se ocorreu uma exposição ocupacional e o paciente de origem é potencialmente infeccioso como definido acima, então o HCP deve ser considerado como tendo possível exposição ocupacional ao zika vírus, e o teste do zika vírus do HCP exposto deve ser realizado, em caso de gravidez do HCP exposto.
  5. O teste do zika vírus de outros HCP expostos, que não sejam grávidas, pode ser considerado individualmente. O HCP exposto deve ser aconselhado quanto aos sintomas de infecção pelo zika vírus e aconselhado a procurar avaliação e testes se os sintomas se desenvolvem no período de 2 semanas a partir da exposição. O teste do HCP exposto é descrito com mais detalhes abaixo (ver 4E. Teste laboratorial de HCP potencialmente exposto).
  6. Quando uma possível exposição ocupacional ao zika vírus ocorreu, o CDC recomenda testar o paciente de origem, quando possível, de acordo com os algoritmos de teste recomendados pelo CDC.
  7. Se um paciente de origem não tiver fatores de risco da infecção pelo zika vírus, o teste do zika vírus do paciente de origem e do HCP exposto não é recomendado.
  8. Mesmo que o soro de um paciente de origem tenha anticorpos IgM específicos de zika detectáveis e seja negativo no teste de ácidos nucleicos (sugerindo falta de vírus infeccioso), outros fluidos corporais podem permanecer infecciosos (por exemplo, sêmen), uma vez que a persistência do vírus varia dependendo do tipo de fluido corporal. Isso pode ser importante para exposições ocupacionais que envolvem fluidos corporais que não o sangue. Veja orientação sobre a interpretação dos testes de infecção pelo zika vírus.

Controle clínico de HCP com possível exposição ocupacional ao zika vírus

Atualmente, não existe profilaxia ou imunização pós-exposição ao zika vírus. Se o HCP exposto desenvolver sinais ou sintomas consistentes com infecção pelo zika vírus no período de 2 semanas a partir da exposição, este deve ser avaliado por um profissional de saúde. A infecção pelo zika vírus deve ser considerada como parte do diagnóstico diferencial e mais testes do zika vírus devem ser considerados, se indicado.

Aconselhamento de HCP com possível(is) exposição(ões) ocupacional(is) ao zika vírus

Todos os HCP expostos devem receber aconselhamento confidencial para abordar suas preocupações de saúde e segurança e seu risco de transmissão para outros. Todos os HCP com possível exposição ocupacional ao zika vírus devem ser aconselhados a tomar as seguintes medidas/precauções:

  • Evitar picadas de mosquito por três semanas após a exposição, vestindo camisas de mangas compridas e calças compridas e usando repelentes de insetos registrados na EPA se estiverem em uma área com mosquito vetor, a fim de reduzir o risco de outra transmissão por mosquito.
  • Usar preservativos ou abster de sexo com uma parceira grávida durante toda a gravidez.
  • Usar preservativo durante a relação sexual ou abster-se de sexo com o parceiro por pelo menos 8 semanas após a exposição, no caso das mulheres, e por pelo menos 6 meses após a exposição, no caso dos homens, antes de tentar a gravidez. Independentemente da intenção de gravidez, os casais que desejam minimizar o risco de transmissão sexual do zika vírus devem usar preservativo ou abster-se de sexo durante os mesmos períodos de tempo.

Se o paciente de origem (ver 4.B.v.) ou HCP (see 4.E. Teste laboratorial de HCPs potencialmente expostos) fizer um teste com resultado negativo de infecção pelo zika vírus, o HCP exposto não precisa continuar com as precauções acima.

Teste laboratorial de HCP potencialmente exposto

Se forem recomendados ou considerados testes laboratoriais de infecção pelo zika vírus do HCP exposto, uma amostra de soro deve ser obtida imediatamente após o incidente de exposição (referência).

Para o HCP assintomático para o qual os testes são indicados, uma amostra de soro adicional deve ser obtida entre 2 e 12 semanas após a exposição. As amostras de soro de referência e de acompanhamento devem ser testadas para os anticorpos IgM específicos para o zika vírus e qualquer resultado positivo confirmado pelo teste de neutralização por redução de placas. No entanto, os resultados dos testes de referência para zika vírus entre os HCPs devem ser interpretados no contexto de fatores de risco subjacentes, como localização geográfica, transmissão local e histórico de viagem.

Se um HCP exposto desenvolver sinais e sintomas consistentes com a doença causada pelo zika vírus ≤ 2 semanas após a exposição, as amostras de urina e soro devem ser coletadas do HCP e testadas de acordo com os algoritmos de teste recomendados do CDC. Se todos os testes forem negativos, considere obter uma amostra de soro adicional >2 semanas após a exposição para avaliação adicional da infecção.

Se o teste do zika vírus do HCP der negativo na referência e permanecer negativo >2 semanas após a exposição, não se recomenda realizar mais testes do zika vírus. Além disso, se o paciente de origem tiver sido testado quanto à infecção pelo zika vírus e se o resultado for negativo, o teste de acompanhamento do HCP exposto (i.e., após > 2 semanas) geralmente não deve ser solicitado.

Qualquer resultado positivo deve ser interpretado de acordo com as orientações mais recentes.

Gestão de HCPs que desenvolvem infecção pelo zika vírus após uma exposição ocupacional

Atualmente, não existe tratamento específico para a infecção pelo zika vírus. Um HCP infectado deve receber ou ser encaminhado para aconselhamento e cuidados apropriados. Consulte as orientações provisórias sobre cuidar de mulheres grávidas com possível exposição ao zika vírus.

O HCP infectado deve tomar medidas para prevenir picadas de mosquito por três semanas após a exposição para evitar o risco de transmissão por mosquito. Além disso, os HCPs infectados devem ser aconselhados a tomar as seguintes medidas/precauções:

  • Usar preservativo sempre que tiver relação sexual ou abster-se de sexo com uma parceira grávida durante toda a gravidez.
  • Usar preservativo sempre que tiver relação sexual ou abster-se de sexo com qualquer parceiro durante pelo menos 8 semanas após a exposição, se o HCP infectado for uma mulher, e durante pelo menos 6 meses, se o HCP infectado for homem, antes de tentar engravidar. Independentemente do estado de gravidez ou intenção de engravidar, os casais que desejam minimizar o risco de transmissão sexual do zika vírus devem usar preservativo ou abster-se de sexo durante os mesmos períodos de tempo. Veja mais informações sobre o controle da infecção pelo zika vírus e as precauções necessárias para evitar a transmissão.

Restrições no trabalho

Em geral, HCPs que foram expostos ou têm infecção pelo zika vírus (sintomáticos ou assintomáticos) não exigem restrições no trabalho, mas devem continuar a seguir as precauções padrão para todas as atividades de cuidados de pacientes. Devem ser consideradas exceções (por exemplo, transferência ou licença) para HCPs com sintomas que possam ser atribuídos a patógeno etiológico contagioso diferente ou adicional (por exemplo, conjuntivite sintomática) que normalmente resultam em restrições no trabalho.

Notas

§ RNA viral do zika foi detectado por períodos muito mais longos no sêmen do que em outros fluidos corporais; portanto, no caso de uma exposição ocupacional a sêmen, o período de risco ocupacional potencial deve ser ampliado (por exemplo, 6 meses). Os períodos de risco prolongado podem também ser considerados caso a caso para alguns pacientes de origem (por exemplo, pessoas imunocomprometidas).
Desconhece-se o intervalo de tempo exato entre a exposição ao zika vírus do paciente de origem (por viagem ou contato sexual) e a exposição ocupacional capaz de resultar na transmissão do zika vírus ao HCP exposto. A estimativa desse intervalo é considerada para o período de incubação e a possível duração do vírus infeccioso nos fluidos corporais. A maioria dos pacientes sintomáticos com doença causada pelo zika vírus desenvolve sintomas dentro de 2 semanas após a exposição. O RNA viral do zika pode ser detectado na maioria dos fluidos corporais da maior parte dos pacientes por não mais de 2 a 4 semanas. Em algumas pessoas, pode ser detectado por mais tempo, mas não se sabe se a detecção do RNA viral do zika indica a presença de vírus infecciosos e o potencial de transmissão. O zika vírus é geralmente recuperado a partir de fluidos corporais por cultura de vírus durante períodos de tempo mais curtos após a infecção, em comparação com a detecção de RNA viral do zika por RT-PCR.

Referências

  1. Bearcroft WGC. Zika virus infection experimentally induced in a human volunteer. Trans R Soc Trop Med Hyg 1956;50:442-8.
  2. Musso D, Nhan T, Robin E, et al. Potential for Zika virus transmission through blood transfusion demonstrated during an outbreak in French Polynesia, November 2013 to February 2014. Eurosurveillance 2014;19:pii=20761.
  3. Alera M, Hermann L, Tac-An IA, et al. Zika virus infection, Philippines, 2012. Emerg Infect Dis. 2015;21:722-4.
  4. Fonseca K, Meatherall B, Zarra D, et al. First case of Zika virus infection in a returning Canadian traveler. Am J Trop Med Hyg 2014;91:1035-8.
  5. Zhang F, Li X, Deng Y, et al. Excretion of infectious Zika virus in urine. Lancet Infect Dis 2016;16:641-2.
  6. Bonaldo MC, Ribeiro IP, Lima NS, et al. Isolation of infective Zika virus from urine and saliva of patients in Brazil. PLoS Negl Trop Dis 2016;10: e0004816.
  7. van der Eijk AA, van Genderen PJ, Verdijk RM, et al. Miscarriage associated with Zika virus infection. N Engl J Med 2016;375:10.
  8. Sun J, Wu D, Zhong H, et al. Presence of Zika virus in conjunctival fluid. J Am Med Assoc Ophtho 2016;134:1330-2.
  9. Dupont-Rouzeyrol M, Byron A, O'Connor O, et al. Infectious Zika viral particles in breast milk. Lancet 2016;387:1051.
  10. D'Ortenzio E, Matheron S, Yazdanpanah Y, et al. Evidence of sexual transmission of Zika virus. N Engl J Med 2016;374:2195-8.
  11. Musso D, Roche C, Robin E, Nhan T, Teissier A, Cao-Lormeau VM. Potential sexual transmission of Zika virus. Emerg Infect Dis 2015;21:359-61.
  12. Mansuy JM, Dutertre M, Mengelle C, et al. Zika virus: high infectious viral load in semen, a new sexually transmitted pathogen? Lancet Infect Dis 2016;16:405.
  13. Arsuaga M, Bujalance SG, Díaz-Menéndez M, Vázquez A, Arribas JR. Probable sexual transmission of Zika virus from a vasectomised man. Lancet Infect Dis 2016;16:1107.
  14. Jang H, Park WB, Kim UJ, et al. First imported case of Zika virus infection into Korea. J Korean Med Sci 2016;31:1173-7.
  15. Penot P, Brichler S, Guilleminot J, et al. Infectious Zika virus in vaginal secretions from an HIV-infected woman, France, August 2016. Euro Surveill 2017;22:pii=30444.
  16. Barzon L, Pacenti M, Berto A, et al. Isolation of infectious Zika virus from saliva and prolonged viral RNA shedding in a traveler returning from the Dominican Republic to Italy, January 2016. Euro Surveill 2016;21:pii=30159.
  17. Mecharles S, Herrmann C, Poullain P, et al. Acute myelitis due to Zika virus infection. Lancet 2016;387:1481.
  18. Nicastri E, Castilletti C, Balestra P, Galgani S, Ippolito G. Zika virus infection in the central nervous system and female genital tract. Emerg Infect Dis. 2016;22(12):2228-30.
  19. Sarno M, Sacramento GA, Khouri R, et al. Zika virus infection and stillbirths: a case of hydrops fetalis, hydranencephaly and fetal demise. PLoS Negl Trop Dis 10: e0004517.
  20. Acevedo N, Waggoner J, Rodriguez M, et al. Zika virus, Chikungunya virus, and dengue virus in cerebrospinal fluid from adults with neurological manifestations, Guayaquil, Ecuador. Front Microbiol 2017;8:42.
  21. Furtado JM, Esposito, DL, Klein TM, Teixeira-Pinto T, da Fonseca BA. Uveitis associated with Zika virus infection. N Engl J Med 2016;375:394-6.
  22. Prisant N, Bujan L, Benichou H, et al. Zika virus in the female genital tract. Lancet Infect Dis 2016;16:1000-1.
  23. Leung GH, Baird RW, Druce J, Anstey NM. Zika virus infection in Australia following a monkey bite in Indonesia. Southeast Asian J Trop Med Public Health 2015;46:460-4.
INÍCIO